Hidráulico ou pneumático: como escolher o acionamento do sistema de dilúvio para proteção de transformadores ou reatores de potência

Ao planejar o sistema de proteção contra incêndio para transformadores ou reatores de potência, é preciso considerar como as válvulas de dilúvio serão acionadas em caso de sinistro: manual ou automaticamente? Com base nisso, define-se se os sprinklers do anel de detecção (linha piloto) serão disparados por um sistema pneumático ou hidráulico. Após essa definição, pode ser projetado o trim de acionamento da válvula dilúvio. Este tipo de equipamento é comumente utilizado na proteção de transformadores e reatores de potência.

Num sistema de proteção contra incêndio automático, os equipamentos são acionados imediatamente após um princípio de incêndio. Não há interferência humana na tomada da decisão, o que possibilita um rápido combate a incêndio em locais remotos ou normalmente não ocupados.

Entre os sistemas automáticos, há dois tipos principais: hidráulico e pneumático. Suas linhas de aspersores e tubos são iguais – a diferença está no meio de acionamento utilizado. Como os nomes indicam, o sistema hidráulicoemprega água, enquanto o pneumático utiliza normalmente ar comprimido.

Onde entram as válvulas de dilúvio?

As válvulas de dilúvio são, muitas vezes, hidráulicas, ligadas a uma tubulação de água de incêndio. No entanto, a presença constante do líquido pode danificar alguns equipamentos e instalações, ao causar vazamentos e corrosões. Nesse caso, certas aplicações irão usar válvulas pneumáticas, acionadas “a seco”.

Vantagens e desvantagens por tipo de sistema

Cada linha-piloto/sistema de combate a incêndio, seja hidráulico, seja pneumáticao, apresentam vantagens e desvantagens:

Sistema Vantagens Desvantagens
Hidráulica • Como essa linha utiliza o mesmo fluido (água) que a válvula de dilúvio, o mesmo tubo pode ser usado para alimentar a linha e a válvula, o que gera economia na instalação. • Além de vazamentos e corrosões, pode ocorrer a formação de bolsas de ar, que podem interferir no funcionamento da válvula de dilúvio, causando atrasos no combate a incêndio.

• Outro ponto é a limitação de altura: caso o sistema seja instalado a uma determinada a altura, a coluna de água pode limitar a capacidade de abertura da válvula de dilúvio.

Pneumática • Operação mais “limpa”, usando meios não corrosivos:

• Sem limitação de altura

• Requer equipamentos adicionais para pressurização de ar (por compressor ou outro dispositivo que mantenha o ar em baixa pressão), aumentando custos;
• A necessidade de compressão do ar pode acarretar demora na ativação da válvula de dilúvio (isso, porém, pode ser contornado por uma mudança de projeto da própria válvula, que deve ser desenhada para uma resposta mais rápida).

Além desses aspectos, o tipo de sistema de combate a incêndio e, consequentemente, de válvula de dilúvio a ser utilizado depende de fatores como localizaçãodisponibilidade de fontes de água, entre outros.

Geralmente, sistemas com válvulas de dilúvio pneumáticas são utilizados com água do mar, porque aumentam a confiabilidade de resposta da válvula solenoide (que, por sua vez, é uma válvula eletromecânica usada para controlar o fluxo de gases e líquidos). Isso porque a água marinha contém sais dissolvidos que podem obstruir os orifícios no interior da solenoide — o que não acontece com uma válvula pneumática.

Sistemas pneumáticos também são usados para controlar incêndios em indústrias, refinarias ou petroquímicas, pelo fato de plantas do gênero já contarem com instalações de ar comprimido ou outros gases, o que otimiza os custos de combate a incêndio.

Já os sistemas com válvulas de dilúvio hidráulicas são utilizados em locais remotos, onde, por exemplo, não há planta de utilidades. Também têm a vantagem de demandar menos manutenção do que os pneumáticos e apresentar menor custo de instalação.

Bucka tem uma área de serviços técnicos que ajuda a definir qual o melhor tipo de sistema de combate a incêndio e de válvulas de dilúvio para sua empresa. Saiba mais, entrando em contato conosco.

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